O PRÓPRIO E O ORDINÁRIO
Frequentemente, em documentos e artigos referentes à música litúrgica e à liturgia
de forma mais ampla, encontramos os conceitos de Próprio e Ordinário.
O Próprio pode ser pensado, em contraposição ao Ordinário, como as partes que
podem sofrer alterações, as partes variáveis da Missa. Uma boa maneira de entender
o conceito de Próprio da Missa é pensar na liturgia da palavra: as leituras, o salmo e
o evangelho variam de acordo com o dia no qual a Missa é celebrada bem como com
o ano litúrgico vigente.
Da mesma forma, certas partes e cantos que se comunicam de forma mais íntima
com a liturgia da palavra - como a oração da coleta, o introito e a aclamação -, irão
sofrer variações.
O Ordinário, de modo oposto ao próprio, tem por característica definidora a
estabilidade. São partes e cantos invariáveis, sendo no máximo omitidos em
determinados tempos litúrgicos, mas jamais alterados.
Aqui é útil pensar nas partes e cantos que se mantém inalterados em todas as Missas,
sendo justamente por isto chamados de partes fixas. Nesta categoria se encaixam o
Sinal da Cruz, o Kyrie, o Gloria, o Credo e o Sanctus por exemplo.
Essas partes jamais sofrerão alterações, ocorrendo no máximo uma omissão, como
é o caso do Glória durante a quaresma e o advento.
A imagem a seguir classifica os cantos presentes em uma celebração como pertencentes ao Próprio (em vermelho) ou ao Ordinário (em azul).
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